Hans Sama: a alma e o coração da Misfits

Depois da debandada de seus jogadores e parte da comissão técnica no início do ano, a equipe da Misfits passou por um momento difícil de reconstrução no seu elenco. As posições da rota do meio e de suporte estavam livres e nelas existiam um grande fardo, pois dois grandes jogadores, Power of Evil e Ignar, que carregavam esse peso, sendo preenchidos por Sencux e Mikyx, respectivamente.

Com essas duas alterações, a organização jogou o primeiro primeiro split da temporada europeia. Nos momentos iniciais, o time mostrava grande instabilidade e irregularidade dentro do jogo, mas ainda mantinha uma base estratégica principal, que era o seu atirador Hans Sama. Mesmo com os erros de comunicação, dificuldades em executar jogadas e diversos defeitos, podia se observar um forte pilar, assim como tinha sido no ano de 2017, em seu menino de ouro.

(Divulgação: Riot Games)

Porém, a irregularidade, as falhas e as dificuldades em lidar com os problemas que aconteciam semana após semana, minaram bastante a campanha e a equipe acabou não conseguindo se classificar aos playoffs. Ficando de fora, assim, o time europeu com melhor campanha no mundial do ano passado.

Neste instante seguinte, a Misfits não estava mais em um processo de reconstrução, a ideia tinha evoluído para um processo de ressurreição. E, por isso, além da realização de um bootcamp na Coreia, a equipe contratou o Jesiz (ex-suporte da Fnatic e com pequena passagem pela Origen) para a posição de assistente técnico e promoveu a manutenção completa dos jogadores presentes no elenco.

No início da segunda metade da temporada, o jogo passou por uma grande mudança, que causou extremo impacto na forma de se executar as estratégias e montá-las. A modificação consistia nos itens de crítico, mais especificamente no preço e na utilidade deles para o jogo. Modificação que acabou por retirar do meta, momentaneamente, campeões que se beneficiavam dos itens, basicamente os atiradores.

Enquanto grande parte do planeta, adaptava-se a nova forma de jogar, sem os atiradores, e desenvolvia as estratégias através disso, a Misfits seguia, completamente, o rumo contrário do resto do mundo, mantendo-os. E usando Hans Sama, assim como foi no primeiro split, como principal alvo de sua estratégia, desde o draft, dando atiradores, onde ele sentia conforto em suas mãos, até à alocação e a capitalização de recursos dentro do jogo, sendo o jogador da posição que mais tem vantagem de ouro aos dez minutos e o segundo com maior participação em kills.

Correndo contra maré e mantendo como pilar estratégico algo que, se imaginaria não tendo tanto impacto, a Misfits conseguiu entrar na linha e hoje é líder da LCS EU, empatada com a multicampeã Fnatic, com um placar de dez vitórias e quatro derrotas e, ainda, teve em sequência nove vitórias, onde só foi derrotada em seu décimo jogo para Fnatic. Hoje, Hans Sama é o coração e a alma desta equipe.