CBLOL: “Podemos escrever a história do zero”, diz Político da Netshoes Miners

O head-coach da Netshoes Miners, Político, comenta em entrevista exclusiva ao Baserush sobre o futuro da franquia, estreia do Sephis na jungle e a rodagem de elenco durante o decorrer do campeonato. Além disso, Político comenta um pouco sobre a mudança de Cruzeiro eSports para a Netshoes Miners.

Político tem a tarefa de guiar a Netshoes Miners ao sucesso (Reprodução: Netshoes Miners)

 

Confira a entrevista completa:

O que mais te anima no projeto da Miners e o que você pode já nos adiantar sobre o futuro da franquia em questão de estrutura?

O que me anima é saber que podemos escrever a história do zero com um time novo, marca nova e ter uma conexão legal com o público.

Quais os principais trunfos do time no primeiro split que você enxerga como fundamental para esse atual?

– O principal trunfo de todos foi o aprendizado acerca dos conceitos que considero fundamental para o jogo, os garotos chegaram com uma bagagem rasa sobre alguns conceitos e aspectos do jogo e utilizamos o primeiro split inteiro até a final do cblol (pois treinamos mesmo não indo para playoffs) para trabalhar com mais calma e exatidão alguns aspectos específicos de jogo.
– Outro ponto muito importante foram nossos laços que foram melhorando conforme o split caminhava, hoje entendemos muito bem como cada um funciona e nossas limitações e juntos estamos lutando para melhorar todo time como um todo.

E quais os erros que você elenca que o time teve no split passado que podem ser consertados para esse?

– Nós tínhamos um conhecimento muito raso sobre utilização de recursos, assignments e todos os fatores que estão incluso nele, nível de importância em tempos de jogo e comunicação. Aprendemos muito em relação a todos os aspectos durante o tempo que treinamos nas férias mas ganhamos mais um split para colocar em prática nos jogos do cblol.

Como está o trabalho de preparação do Sephis com a responsabilidade de assumir a line principal da equipe na jungle? ainda mais após a saída do St1ng.

– Trabalhei individualmente com ele toda as férias, principalmente no quesito conhecimento de jogo e comunicação/shout calling, ele sem dúvidas é muito melhor que o sephis do último split mas ainda precisa melhorar malícias em alguns pontos importante, creio que essa responsabilidade vai fazer com que ele amadureça mais e mais, estou ansioso para ver como ele vai se portar nesse 2 split.

Ainda falando um pouco sobre o time, como está sendo o trabalho com o Truklax? Acabei notando que se ouve pouco do jogador mas percebo que ele é o que mais transmite tática do extra-rift para dentro.

– O truklax tem melhorado muito, eu trouxe um positional coach específico para ele poder melhorar problemas de matchup e nas primeiras waves que ele tinha. Sem dúvida é um jogador fundamental para nossa equipe pelo seu perfil de liderança e comprometimento.

Sobre o Drop, ele pode ser uma das principais chaves da equipe rumo as vitórias, como está sendo a confiança em cima dele?

– O Drop sabe que precisa performar bem mas também sabe que para que ele possa desempenhar os outros precisam se mover por ele também, então ele é o cara que joga o nível pra cima dentro da sala todo dia para que todos queiram ser melhores e se esforcem mais cada dia que passa.

Com o Nosferus, vocês tem em mãos um dos melhores mid-laners que o Brasil revelou de 2-3 anos pra cá, mas que não fez um grande split, causando uma ida para o academy, como fica agora para esse split com dois mid-laners com potencial de alçar grandes feitos? falando logicamente do Piloto pedindo passagem.

– Minha estratégia na verdade é utilizar ambos os mid laners em formas de jogar diferentes, vejo potencial nos 2 e cada um possui uma característica diferente e que o grupo pode aproveitar bastante.

Como foi para vocês essas várias mudanças que ocorreram em tão pouco tempo? De cruzeiro para Eflix, e logo depois para a Miners. Isso afetou de alguma forma o planejamento para esse split do cblol?

– Na verdade não mudou nada para nós que somos do time os aspectos de mudança foram em termos de organização, todo o pessoal que já estava aqui continuou a diferença é que agora temos mais uma inclusão em nossa coaching staff.

A Miners foi um dos times que optaram por manter a base do split anterior, isso é por conta do trabalho a longo prazo ou por essas situações que aconteceram na offseason?

– Mantemos por que a idéia desde o início era poder trabalhar jogadores que estavam aí no cenário e ensinar para eles uma nova visão de jogar league of legends observando a evolução do grupo, então mantivemos todo o trabalho do primeiro split em uma linha de planejamento melhorando aos poucos cada detalhe com cuidado até esse exato momento. Esse foi um dos motivos por nós termos optado por ficar treinando até depois de não termos ido aos playoffs.

Agora falando um pouco sobre seu trabalho, esse ano você estreou no CBLOL com essa missão, como você se auto-avalia até o momento?

– Eu sinto que melhorei muito com meu novo cargo de head coach apesar de que ainda preciso melhorar mais em alguns pontos, achei que não fosse gostar da nova função ao aceitar o trabalho e logo na primeira semana eu já amava o que estava fazendo, sei que ganhar um campeonato é uma união de fatores mas fico feliz de ver os garotos que trabalham comigo melhorando a cada dia que passa, tanto como pessoas quanto como em conhecimento de jogo.

Desde a Furious eu não tinha uma proposta ousada em relação a treinar jogadores sem experiências no campeonato Tier 1 e eu sempre fui do tipo de cara que adora um desafio difícil, portanto o próximo avanço pessoal para mim seria conquistar playoffs neste segundo split.

A Netshoes Miners estreia no segundo split do CBLOL contra a Fúria a partir das 15h desse sábado (05) com transmissão ao vivo nos canais da Riot na Twitch e no YouTube.